Ampliação do Porto de Piombino

O porto de Piombino está situado em Livorno, Toscana, parte da região central da Itália. Desde 2012, o porto está crescendo com a realização das obras previstas no seu Plano Diretor, um projeto de grande porte para uso industrial, logística e desenvolvimento portuário.

A atual estrutura funcional do porto é historicamente condicionada à presença de indústrias siderúrgicas de grande porte que surgiram no final do século XIX e se desenvolveram no século XX em áreas adjacentes ao porto.

Piombino é o lar de um distrito industrial onde estão empresas como o grupo ArcelorMittal, que produz aços laminados planos galvanizados e pintados. Outra vocação histórica do porto está intimamente ligada ao turismo, com o grande número de passageiros com destino à Ilha de Elba.

Vista parcial do Porto de Piombino, ao fundo, nossa unidade naquela cidade.

Vista parcial do Porto de Piombino, ao fundo, nossa unidade naquela cidade.

Uma obra de longo prazo

Até 2020, a área vai ser objeto de investimentos consideráveis em infraestrutura para dar ao porto novos cais marítimos, com profundidades de até 20 metros e, na parte terrestre, ligações rodoviárias e ferroviárias diretas e adequadas. Depois disso, serão feitos até três quilômetros e meio de cais e cerca de 800.000 m2 de espaço de entrada, além dos atualmente existentes, estarão disponíveis.

O investimento para o Porto Piombino aborda diferentes projetos:

  • Criação de cais funcionais entre o pequeno porto do Leste e o grande porto do Sul e consequente ajustamento dos estaleiros posteriores;
  • Atualização da bacia sedimentar existente;
  • Reconstrução das plantas existentes do sistema de esgoto e de descarga de água industrial no mar (Lucchini e Magona);
  • Remediação dos sedimentos da área de mar no perímetro do novo muro do cais, incluindo duas bacias de sedimentação para o sistema de descarga da água industrial;
  • Medidas de proteção emergencial às águas subterrâneas ao longo do novo muro do cais;
  • Criação de um quebra-mar temporário para proteger a doca Marona;
  • Demolição do píer Ex-Ilva, com a reutilização do material de demolição para a criação de ilhas ecológicas no mar.
Imagem indicativa de como ficará a região após a conclusão de toda as obras.

Imagem indicativa de como ficará a região após a conclusão de toda as obras.

Um dos critérios para a escolha da estrutura profunda de retenção das paredes dos cais do Leste e do Sul foi o de garantir sua impermeabilidade durante sua vida útil de 100 anos. Uma solução com baixo custo de manutenção, que cumpre este critério, é o sistema de muro de aço HZ® M/AZ® em combinação com um sistema de vedação resistente ao mar.

O cais do Leste

O Plano Diretor do Porto incluiu a construção de um novo cais com 350 m de comprimento e 50 m de largura no lado leste. A doca foi dragada para 20 metros abaixo do nível médio do mar (NMM).

Este projeto se encaixa nas obras previstas na primeira fase da implementação do Plano Diretor do Porto e prevê a reparação de sedimentos do mar na fronteira com os novos cais e as medidas de proteção emergenciais de águas subterrâneas.

A proposta inicial para a parede do cais especificava uma parede combinada com 38 m de estacas tubulares longas com diâmetro de 2.060 mm e espessura variável da parede (entre 26 e 32 mm), em função da profundidade, e estacas-prancha intermediárias com 29 m de comprimento e um módulo de seção elástico de 3.870 cm³. Tanto os tubos quanto as estacas-prancha foram produzidas com aço S 430GP e S460AP.

Estacas tubulares produzidas com aço S 420N.

Estacas tubulares produzidas com aço S 430GP.

A espessura da parede das estacas tubulares variava de acordo com o seguinte esquema:

  • A partir de +1,00 m até -6,50 m NMM: 26 milímetros;
  • A partir de -6,50 m até -24,00 m NMM: 32 milímetros;
  • A partir de -24,00 m até -37,00 m NMM: 26 milímetros.

A parede combinada foi ancorada a uma viga de concreto armado com tirantes de aço, com diâmetro de 120 mm em intervalos de 3,53 m.

Paredes combinadas de estacas-prancha e tubos ancoradas com tirantes de aço.

Paredes combinadas de estacas-prancha e tubos ancoradas com tirantes de aço.

Nossa proposta para uma obra mais rápida e econômica

Com o objetivo de proporcionar uma solução mais econômica e de execução mais rápida, propusemos, em colaboração com a CMC, um projeto alternativo, utilizando tubos soldados em espiral com espessura de parede constante de 26 milímetros, reforçados com duas placas de aço internas de 26 milímetros de espessura.

As placas internas de reforço consistem em várias placas de aço calandradas (600 mm x 26 mm) soldadas no tubo tanto longitudinalmente quanto horizontalmente. Elas são colocadas nas posições com as maiores tensões: horizontalmente, a 90°, a partir das garras e, verticalmente, a partir de -4,50m até -25,00 m NMM.

Um sistema de revestimento marinho foi aplicado, a partir do nível -6 m, na face externa dos tubos e pilares da chapa, para proteger contra a corrosão embaixo da água e na zona superior de imersão.

Uma parte do serviço da ArcelorMittal para o cliente foi a entrega de um gabarito de instalação para instalação em águas profundas, feito por encomenda, o que permitiu a cravação precisa das 111 estacas tubulares utilizadas.

Tubos sendo instalados com uso do quadro de condução para instalação em águas profundas.

Tubos sendo instalados com uso do gabarito  de instalação para cravação em águas profundas.

O gabarito de instalação tem 5 posições de tubo, verticalmente ligadas de um lado por cadeias a um tubo já instalado e, do outro lado, a um tubo de suporte temporário. Em cada sequência, quatro tubos podem ser instalados antes de se mudar o gabarito para a próxima posição. Rolos de plástico mantiveram os tubos na posição exata, para evitar potenciais danos ao revestimento. Também havia guias especiais para a cravação, para evitar a rotação durante o processo de instalação.

A instalação do muro foi feita a partir de uma barcaça, usando-se um martelo vibratório com suspensão livre ICE1412C (força centrífuga máx. 2.300kN). O nível inicial do leito era entre -10 m e -12 m. No nível próximo a -32 m foi encontrada uma camada de areia média densa. Nos metros finais abaixo do nível -37 m do pilar, uma camada de argila rígida teve de ser vencida.

Lista de materiais utilizados nesta fase

  • Tubos soldados em espiral: Ø 2.060 mm x 26 mm, classe S 420 MH; comprimento de 38 m: 5.501 t.
  • Estacas-prancha de aço: AZ 28-700 grau S GP 430, comprimentos de 29 m: 702 t.
  • Conectores: C9 grau S355 GP, comprimento de 29,0 m: 61 t.
  • Placas de reforço: 600 x 26 mm, com comprimentos de 20,5 m: 559 t.

 

Fontes

http://ds.arcelormittal.com/projects/foundationsolutions/references/20692/language/EN

http://www.vdpsrl.it/en/progetti/73/porto-di-piombino-li/

http://www.ap.piombinoelba.it/piombino

http://sheetpiling.arcelormittal.com/uploads/files/AMCRPS_CS%20020_Piombino%20Harbour_GB.pdf

Crédito das imagens

Site ap.piombinoelba

 

1 comentário de “Ampliação do Porto de Piombino

  1. Rodrigo Fonseca Moura
    3 de outubro de 2016 às 19:55

    Como que faz pra conhecer este porto ai eu trabalho no porto de praia mole tubarão vitória espírito santo sou empregado da Arcelor Mittal

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